Por que se preocupar com o sarampo?

O sarampo é uma doença muito conhecida e que voltou a assustar o país nos últimos tempos, por conta do aumento de casos. É uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa. A diminuição da adesão vacinal é a principal razão que tem levado ao aumento de casos.
Como é transmitido?
O sarampo é uma doença perigosa que se transmite muito fácil!
A transmissão acontece por meio de tosse, espirros, fala ou respiração. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas, por exemplo.
Quais os sintomas?
A doença possui sintomas bem característicos, o que ajuda a chamar a atenção dos pais caso se manifestem:
- Febre acompanhada de tosse persistente;
- Irritação ocular;
- Corrimento do nariz.
Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento das conhecidas manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés.
É uma doença tratável, mas quando o tratamento não é adequadamente feito, ela pode se tornar uma doença com consequências muito sérias. Entre as consequências estão:
– Infecção nos ouvidos;
– Pneumonia;
– Convulsões;
– Lesão cerebral.
O sarampo também pode atingir as vias respiratórias e até causar infecções no encéfalo.
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Dá para prevenir?
Com certeza, sim! Quando essa doença encontra uma população desprotegida e não vacinada, vai circular rapidamente. A única forma de controle eficiente é a vacinação do maior número de pessoas possíveis!
Os principais grupos de risco do sarampo são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade.
Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença.
Para crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam como rotina duas doses: uma aos 12 meses e a segunda quando a criança tiver entre 1 ano e 3 meses e 2 anos de idade.
De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a vacinação infantil, a primeira dose desta vacina em crianças é aplicada aos 12 meses de idade; e aos 15 meses novamente, quando é utilizada a vacina combinada à vacina varicela (tetraviral: SCR-V).
Os adolescentes, adultos e, principalmente, no contexto de aumento de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola). Assim nos protegemos e protegemos o elo mais frágil, ou seja, as crianças.
FONTE: Governo do Paraná; Fiocruz; Paho; Hospital Sírio Libanês; SBIM




